Tech Ed Brasil 2009: Segundo dia

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Cheguei agora do TechEd Brasil. Este ano participei do "Ask the experts" como um dos experts, no caso, na mesa de C#/VB/.Net. Foi bom rever um monte de gente que eu não tinha ainda encontrado no primeiro dia. Quase esticamos um happy hour, mas a maioria das pessoas estava bem cansada. Tudo indica que o Happy Hour vai ser amanhã.

O dia hoje foi diferente para cada um, já que não tivemos sessões gerais. Vou dar minhas impressões sobre as palestras que vi e do clima geral.

Comecei o dia com a palestra "Compreendendo e utilizando o SQL Data Services" do Waldemir Cambiucci, arquiteto da Microsoft. Foi bem interessante. Eu mesmo já escrevi sobre o SQL Azure, mas quando ele tinha sido lançado. Muito mudou, e foi bom atualizar. Houve uma pergunta sobre o que o DBA faria para administrar o SQL Azure, eu emendei na pergunta, e questionei ao Waldemir se ainda precisaremos de DBAs para as nuvens. Na minha interpretação da resposta dele, entendo que o DBA como alguns DBAs se enxergam, administradores de servidores, não existirão mais, ao menos para aplicações da nuvem. Mas os arquitetos de dados, especialistas em queries, etc, estes continuarão existindo. E são competências bem diferentes, não é mesmo?

Depois assisti a palestra do Markus Christen, também arquiteto na Microsoft, que falou de Dublin, o novo application server da Microsoft, que vai hospedar, finalmente, serviços WCF. O Markus mostrou as demos de tudo funcionando. O legal é que tudo é gerenciado pelo console do IIS 7. Vejam o grupo "Application Server Extensions for .Net 4.0":

Além disso, ele mostrou várias features de gestão que o Dublin trás. Listagem de serviços:

Listagem de Endpoints:

Visualização de eventos:

E diversas outras funcionalidades que, para quem trabalha com WCF, são o paraíso. Eu já gostava do WCF desde o lançamento, como eu sempre digo, é uma tecnologia que de forma impressionante já nasceu bastante madura, mas realmente faltava um application server. Não falta mais. Em tempo: o Markus disse que em alguns meses devemos ter uma versão para avaliar.

Assisti então a sessão de novidades do .Net 4.0, dada pelo Drew Robbins, developer evangelist da Microsoft. Ele mostrou várias novidades, algumas que já citei aqui, como o Entity Framework 4, novidades do WF e do WCF, novidades de paralelismo:

Novidades de programação dinâmica, com destaque para IronPython e IronRuby:

Falou ainda que é possível submeter solicitações de compatibilidade de aplicações entre o framework 3.5 e 4.0, de graça, para o e-mail netfxcf@microsoft.com, conforme vocês podem ver na foto abaixo:

Daí fui para a palestra de testes com VSTS 2010, com o Brian Keller, também evangelista da Microsoft, em VSTS. As novidades foram a adição de dois itens significativos, manual tests e coded UI tests:

Eu já havia feito testes com o Beta 1 do Visual 2010, e já tinha avaliado o seus testes manuais e os testes de interface gráfica automatizados, e realmente são uma tecnologia impressionante.

Por fim tivemos o "Ask the experts", onde os especialistas do evento participaram de um bate papo com os congressistas. Eu estava na mesa de C#, junto com os outros especialistas, Francisco Benedicto de Cerqueira Jr, Fabio Vazquez, Alexandre Tarifa, e Alfred Myers. Pelo visto o pessoal se divertiu "pouco", né?

Enfim, segundo dia não decepcionou em nada, manteve um ótimo nível. Estávamos programando um Happy Hour que não aconteceu, e que tudo indica foi adiado para amanhã.

Lembrando que vocês podem acompanhar o TechEd pelo meu Twiter (@giovannibassi), e também pela hashtag #TechEdBrasil.

TechEd é uma experiência incrível. As palestras são só metade do evento, a outra metade é estar lá ao vivo e poder fazer suas pergutas aos profissionais que respiram a tecnologia que estão apresentando, e que por isso conhecem-nas de trás pra frente. Some a isso o networking e a diversão, vale cada segundo.

E por falar em diversão, vou fazer outro post pra falar disso no final do terceiro dia. Devo postar na sexta. Está sendo escrito.

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Sobre Giovanni Bassi

Arquiteto e desenvolvedor, agilista, pai, filho, namorado, escalador, provocador.
Programa porque gosta, e começou a trabalhar com isso porque acha que trabalhar como administrador é meio chato. Por esse motivo sempre diz que nunca mais vai virar gerente de ninguém. E também porque acredita que pessoas autogerenciadas funcionam melhor e por acreditar que heterarquia é melhor que hierarquia. Mas isso é outro assunto.
Foi reconhecido  Microsoft MVP depois que alguém notou que ele não dormia a noite pra ficar escrevendo artigos, cuidando e participando do .Net Architects, gravando o podcast Tecnoretórica, escrevendo posts no blog e falando o que bem entende no twitter @giovannibassi. E por falar nisso é no twitter que conta pra todos que gerencia de projetos deve ser feita pelo time e não por um gerentes, que greves em TI são coisas sem sentido e que stored procedure com regras de negócio são malígnas.
Você já deve ter percebido (até porque está lá na primeira frase) que Giovanni é agilista. De tanto gostar disso ele trouxe os programas de certificação e treinamento  PSD e PSM da Scrum.org pro Brasil, e por causa deles, do MVP e de algum trabalho que aparece tem que ficar indo pros EUA de vez enquando, coisa que prefere não fazer. (É bem comum você ouvir ele perguntando porque a Scrum.org e a Microsoft não estão na Itália, por exemplo.)
Junto com alguns Jedis criou a Lambda3, que, apesar de ser pequena e de não ser muito comum no Brasil, insiste em fazer projetos e consultoria direito. Por causa da Lambda3 ele tem trabalhado mais do que quando era consultor independente, mas menos do que a maioria das pessoas. Quer dizer, isso se você considerar que os trabalhos junto à comunidade não são trabalho, caso contrário ele trabalha mais que a maioria das pessoas.
Recentemente ele resolveu que merecia viver melhor e ganhar uns anos de vida e desistiu de ser sedentário, fazendo algum barulho de vez em quando com os amigos no twitter com a hashtag #DotNetEmForma. Por causa do convite recente de amigos do lado Open Source (que ele respeita e admira), começou a escalar, e agora está sempre com as mãos machucadas. Mas ainda dá pra programar. Você encontra ele sempre em algum evento, como o TechEd, e o DNAD, mas também outros menos comuns para o pessoal do .NET, como a RubyConf. Nesses eventos, ou ele está vendo palestras, ou batendo papo com alguém, ou codando alguma aplicação que alguém achou que dava pra fazer durante o evento.