Fire all the managers

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Na Lambda3 não temos gerentes. Nunca teremos gerentes. A empresa nasceu assim, e isso está na base do nosso trabalho. Acreditamos na democracia organizacional e na capacidade de autogestão e autoorganização. Sabemos que seguindo tais conceitos iremos não somente preencher o espaço deixado por um gerente, mas na verdade tornar tal espaço obsoleto e ir mais longe sem as suas restrições.

Escrevo este post motivado por algumas palavras do Victor Hugo Germano, também da Lambda3, que semana passada desandou a pontuar como enxerga os gerentes, e aproveitou pra colocar algumas referências enquanto pontuava. Eu ouvi e li algumas destas referências, inclusive algumas delas vem da famosa publicação Harvard Business Review, publicação essa muito conhecida por ser lida por… gerentes. E por fim, o Elemar Jr pontuou sua visão do gerente. Eu quero entrar nessa conversa e esse post representa minha entrada.

Neste post, entenda que quando falo de “gerente” estou me referindo a qualquer pessoa que gerencia outras, podendo ser gerente, diretor, entre outros.

Gerentes não são admirados

Gostaria de começar lembrando que se gerentes fossem um tipo de pessoa que é amada e admirada pelas pessoas não teríamos tantas piadas de gerente, não teríamos The Office, ou Como enlouquecer seu chefe. As pessoas admiram os salários dos gerentes, mas não a figura e o que ela representa. Pesquisas recentes demonstram que boa parte da geração X não quer ser gerente pra não ter que viver se matando de trabalhar, sendo odiado e segurando stress.

Estou generalizando? Lógico, há pessoas com cargo de gerentes que são admiradas. Há pessoas que ocupam cargo de gerência que tem um viés democrático. Mas estes entendo como pessoas que são líderes sob o peso do cargo de gerência e muita expectativa e tradicionalidade. Ainda assim, escolhem a posição, não são obrigadas a ela. Ou ignoram os problemas que citarei a seguir ou simplesmente não ligam, e em qualquer dos casos, não são menos responsáveis por eles.

Gerentes comandam e controlam

Gerentes, conforme se espera deles, devem gerenciar. E gerenciar, principalmente no Brasil, significa determinar ordens que serão seguidas. Por esse motivo gerentes são muito ineficientes, porque centralizam decisões que poderiam ser tomadas de maneira muito mais informada pelas pessoas mais próximas da execução do trabalho. Gerentes recebem informação de segunda mão, e são portanto menos preparados para tomar decisões. Também o são porque não serão eles que executarão as decisões, mas outros, seus subordinados, que vão executar como acharem melhor e não como o gerente espera.

Poderíamos alegar que gerentes tem uma visão mais holística sobre o que gerenciam, enquanto as pessoas que executam a tarefa tem uma visão restrita. Isso é verdade, mas só quando temos um gerente. Em ambientes democráticos algumas pessoas desenvolvem naturalmente a capacidade de ver mais alto, e a coordenação do trabalho ainda é realizada, só que sem imposição de cargo, mas por verdadeira liderança. Note que o líder sempre existirá, e ele não é um cargo, mas uma posição ocupada pela pessoa mais adequada para a tarefa. Tal pessoa não é colocada na posição de liderança por quem está acima dela, mas democraticamente por quem está abaixo. Não precisamos de eleição, o processo é orgânico e natural.

Um único ponto de vista

O gerente sofre ainda do fato de ser um só, e por isso ter só um ponto de vista: o seu. É muita pretensão assumir que o seu ponto de vista é sempre o correto ou mais bem preparado ou embasado, ainda mais porque ele não executa nada diretamente e está distante do dia a dia, como já vimos. A única maneira de superar isso é tentar obter o ponto de vista da sua equipe, que muitas vezes vê o gerente como um alienado e péssimo tomador de decisões. Isso quando o gerente não faz o papel de democrático e ouve a todos para no final escolher o que já havia decidido desde o começo. Ao contrário, em um ambiente democrático temos inúmeros pontos de vista que podem se encontrar para resolver o problema, às vezes precisando de um catalisador ou líder, às vezes não.

Gerentes custam caro.

E custam caro para entregar menos, conforme vimos nos pontos anteriores. Vale mais a pena termos mais 3 pessoas no time do que um gerente, porque elas entregam valor real e não uma “coordenação” abstrata.

Gerentes sustentam sua existência na hierarquia e na burocracia

As estruturam que sustentam a existência do gerente apoiam uma hierarquia. Hierarquias não sobrevivem naturalmente, elas são complexas e tendem a se desorganizar naturalmente (na autogestão acontece o processo inverso). Para manter tudo funcionando processos precisam ser claramente definidos, divulgados e seguidos. Nasce então a burocracia. Não é coincidência que quanto mais hierárquica uma organização, mais burocrática ela é. Entramos então no cenário das decisões burras mas que seguem as políticas da empresa. Todos já viveram isso, ninguém concordou, mas seguiram assim. O progresso a caminho da catástrofe é geralmente evidente mas a burocracia, a hierarquia e a autocracia impedem qualquer ação por quem notou o problema. Pessoas que odeiam a burocracia mas apoiam a hierarquia são contradições vivas, já que uma alimenta a outra, depende da outra. Burocracia só deixa de existir em um ambiente autogerido.

Gerentes seguem números

O bônus do gerente normalmente é medido de forma objetiva. Para bater suas metas, ele precisa entregar números. E a maneira com que os números são entregues faz diferença, algo que ainda nos é lembrado a cada dia enquanto passamos pela crise financeira que iniciou em 2008. Os fins não justificam os meios, bater a meta não justifica práticas menos nobres ou despóticas junto aos funcionários, clientes ou empresa. Ainda assim, justamente na posição de liderança as pessoas são movidas por bônus e ônus. As consequências óbvias são as constantes brigas interdepartamentais e gerentes espremendo funcionários, tornando o ambiente organizacional um inferno, que consagra transformando o gerente no estereótipo do funcionário odiado.

Há solução

Mas a vida não precisa ser assim. Se você é gerente, mas não se enxerga na descrição que acabo de fazer, liberte-se da pressão social, liberte-se da escravidão do suposto salário maior. Você pode liderar sem cargo, e ganhar bem sem ser gerente. Lembre-se que seu salário depende da sua raridade, não do seu cargo. Viva sem as piadinhas de gerente, e seja mais feliz.

Tenho plena consciência de que estamos nesse momento em transição e em cem anos olharemos para o começo do século XXI como a época bárbara do comando e controle, do desvio de produtividade, e do trabalho desumano. Por sorte há empresas que já estão lá, um século adiantadas, demostrando que é possível produzir de uma forma mais inteligente e respeitosa.

Em que século você vai trabalhar só depende de você.

Update: o Elemar respondeu.

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Sobre Giovanni Bassi

Arquiteto e desenvolvedor, agilista, pai, filho, namorado, escalador, provocador.
Programa porque gosta, e começou a trabalhar com isso porque acha que trabalhar como administrador é meio chato. Por esse motivo sempre diz que nunca mais vai virar gerente de ninguém. E também porque acredita que pessoas autogerenciadas funcionam melhor e por acreditar que heterarquia é melhor que hierarquia. Mas isso é outro assunto.
Foi reconhecido  Microsoft MVP depois que alguém notou que ele não dormia a noite pra ficar escrevendo artigos, cuidando e participando do .Net Architects, gravando o podcast Tecnoretórica, escrevendo posts no blog e falando o que bem entende no twitter @giovannibassi. E por falar nisso é no twitter que conta pra todos que gerencia de projetos deve ser feita pelo time e não por um gerentes, que greves em TI são coisas sem sentido e que stored procedure com regras de negócio são malígnas.
Você já deve ter percebido (até porque está lá na primeira frase) que Giovanni é agilista. De tanto gostar disso ele trouxe os programas de certificação e treinamento  PSD e PSM da Scrum.org pro Brasil, e por causa deles, do MVP e de algum trabalho que aparece tem que ficar indo pros EUA de vez enquando, coisa que prefere não fazer. (É bem comum você ouvir ele perguntando porque a Scrum.org e a Microsoft não estão na Itália, por exemplo.)
Junto com alguns Jedis criou a Lambda3, que, apesar de ser pequena e de não ser muito comum no Brasil, insiste em fazer projetos e consultoria direito. Por causa da Lambda3 ele tem trabalhado mais do que quando era consultor independente, mas menos do que a maioria das pessoas. Quer dizer, isso se você considerar que os trabalhos junto à comunidade não são trabalho, caso contrário ele trabalha mais que a maioria das pessoas.
Recentemente ele resolveu que merecia viver melhor e ganhar uns anos de vida e desistiu de ser sedentário, fazendo algum barulho de vez em quando com os amigos no twitter com a hashtag #DotNetEmForma. Por causa do convite recente de amigos do lado Open Source (que ele respeita e admira), começou a escalar, e agora está sempre com as mãos machucadas. Mas ainda dá pra programar. Você encontra ele sempre em algum evento, como o TechEd, e o DNAD, mas também outros menos comuns para o pessoal do .NET, como a RubyConf. Nesses eventos, ou ele está vendo palestras, ou batendo papo com alguém, ou codando alguma aplicação que alguém achou que dava pra fazer durante o evento.
  • Tenorio Duque

    Texto falacioso, no mínimo.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Já esperava esse tipo de reação.
    Poderia explicar porque acha isso?

  • http://twitter.com/assismarcos Marcos Antonio

    Perfeito! O melhor artigo que li esse ano!!

    “Cachorro que tem muitos donos, acaba passando fome!”

    Acho que todos conseguem entender o que quero dizer com isso.

  • http://www.facebook.com/rgidra Rodrigo Gidra

    Hahaha o camarada do post acima deve ser gerentão daqueles bem tradicionais Bom, mas vamos ao que importa… Excelente texto Giggio! Se quiser fundamentar um pouco mais, sugiro ler o livro “The Future of Work” do Thomas W. Malone pela Harvard Business School Press. Bate perfeito com sua visão e explica á fundo o porque esta mudança de paradigma está ocorrendo atualmente.

  • http://www.facebook.com/rgidra Rodrigo Gidra

    Vídeozinho de resumo sobre o ivro que falei (“the future of work”)
    http://mitworld.mit.edu/video/229

  • Tenorio Duque

    Em suma, o texto incorre em diversos problemas explanados de maneira falaciosa – seja por omissão, incompletude ou qualquer outro artifíco (em alguns pontos, temos visões míopes e carregadas de parcialidade e favoritismos).

    Veja bem, não estou sendo contra as práticas ágeis (das quais sou simpatizante e praticante comedido, devo confessar) ou a favor de gerente de projetos (cargo que realmente não acredito ser necessário na maioria dos casos). Só acho que a “endemonização” do cargo com argumentos falaciosos está longe de levar a algo construtivo.

    Hoje “defendemos” com unhas e dentes a agilidade como solução, mas, e amanhã? Endemonizaremos os times ágeis, POs, SMs etc? Sob quais argumentos? Espero que, pelo menos, não-falaciosos.

  • Tenorio Duque

    Pode acreditar que não. =)

  • Tenorio Duque

    Acho que o texto falou exatamente o contrário, ter um único dono, não?

  • http://twitter.com/assismarcos Marcos Antonio

    Não me referi ao texto e sim ao que vivo hoje.

    Tem um bando de gerentes por aí decidindo um monte de coisas que no final das contas só causam mais confusão.

    Defendo (com unhas e dentes) a democracia organizacional, como menciona o texto!

  • Tenorio Duque

    Como você entende que essa democracia organizacional deveria funcionar? Como que todos de um “time” (vamos nomear assim) podem tomar em conjunto todas as decisões e ao mesmo tempo executá-las? Sob quais condições isso seria viável? Explique-me melhor como você enxerga isso na prática, por favor.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    O objetivo go post nem de longe é esgostar o assunto. Fique a vontade pra completar com seu ponto de vista com um artigo/post onde bem entender, e seguimos na conversa. Por esse motivo não aprofundo em cada um dos assuntos. É um convite à discussão, não um encerramento de uma.
    O post do Elemar que eu cito segue na mesma toada.
    Para aprofundar, sugiro ler o livro do autor da HBR que cito. Lá você encontrará os argumentos mais aprofundados que busca.
    E mais uma vez você não apontou os específicos, apenas disse que não gostou. Poderíamos dizer que seu comentário também é incompleto e omisso.

    Em tempo: não estou falando do gerente de projetos, mas de todo e qualquer gerente.
    Em tempo 2: não estou falando de agile, estou falando de um sistema de gestão escravocrata baseado no capataz, ou em outras palavras, no sistema baseado no gerente tradicional. Isso vai muito além de agile e é discutido a décadas. Só que agora estamos de fato mudando.

  • Tenorio Duque

    Sim, claro, seria muita pretensão nossa querer esgotar isso em um post, ou até mesmo em uma conversa prolongada. Minha principal crítica foi quanto a forma como você expôs sua crença (que “intersecciona” com a minha em inúmeros pontos).

    Já que você citou, o texto do Elemar Jr me pareceu muito mais coerente, por não abusar de argumentos falaciosos, sendo assim, muito mais crível e isento de profundas discussões.

    Já li o livro mencionado, e sou fã da série The Office, me divirto muitíssimo com o Michael Scott. =)

    Sim, havia entendido que a crítica é em relação ao comando e controle, incluindo gerentes, diretores, presidentes (?!?) ou qualquer outra posição de liderança nos moldes “tradicionais”, por assim dizer. O fato é: qualquer mudança deve ser natural e, principalmente, deve fazer sentido dentro de um contexto.

    Novamente, minha crítica é mais quanto a forma como as coisas foram colocadas (“opressão”, “escravocrata”, “trabalho desumano”… muito excessivo isso, não? vamos no raso, com argumentos mais ponderados).

  • http://www.facebook.com/rgidra Rodrigo Gidra

    Interessante, Tenorio. Agora fiquei curioso quanto a seu ponto de vista. Voce acredita mesmo que o futuro dos trabalhos esta no “comando e controle”? na centralização? Tenho 15 anos de profissao como developer, 5 anos como “gerente” (agora como scrum master) e ainda acho que a agilidade + decentralização de poder (democratização da empresa) são as melhores coisas que aconteceram no mercado. Nao acho que o giovanni exagerou nas expressões “opressão”, “escravocrata”, “trabalho desumano”… eu viví isso, sou testemunha, e te garanto que tanto existe como infelizmente ainda é a pratica mais comum em todo mercado.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Olhando 200 anos pra trás assistimos à sociedade de então como brutal, por defender a escravidão. Ela não se achava brutal, e provavelmente quem defendia o fim da escravidão ouvia que devíamos ser mais moderados por diversos motivos. Não entendo onde a situação atual é diferente, é tudo uma questão de contexto. Porque temos que ser mais rasos? Porque temos que pegar mais leve com uma condição onde as pessoas se sentem oprimidas? Não bastasse isso, já temos comprovações por todo lado, com estudos científicos inclusive, demonstrando que o atual modelo de gestão é antiprodutivo.
    E veja bem, não é uma crença. Eu sei do que estou falando porque vivo isso. Eu posso dizer que creio em Deus, mas isso é algo totalmente diferente. Eu poderia dizer que creio na autogestão mais do que creio no átomo (porque já a vi, e nunca vi o átomo).
    E não estou tocando neste post a questão de mudança. Nesse caso, é você quem está usando a falácia de ampliar a discussão (bem documentada por Schopenhauer, diga-se de passagem). Concordo que ela deve ser natural, mas isso não significa que deva vir de cima (e é assunto pra outro post).
    Mais uma vez, o post é um convite à discussão, e não vejo as falácias que você menciona. O nivel de aprofundamento não é uma falácia (não do ponto de vista filosófico pelo menos, que é o único que entendo). Quanto à parcialidade, estou obviamente expondo um ponto de vista que sei que funciona. Não tenho motivo algum para expor o contrário, mas veja só, apontei pra outras fontes que o fazem. Mais uma vez, essa não é uma falácia.

  • Tenorio Duque

    Onde eu disse isso, Rodrigo? Minha principal crítica foi quanto a forma como foi escrito o post, de maneira falaciosa (a falácia pode ser praticada de inúmeras maneiras, recomendo estudar um pouco sobre isso, é bem interessante).

    Acho exagero essas expressões de impacto, tenho um pouco mais de tempo de experiência na área (inclusive já fui gerente de projetos) e presenciei diversos bons exemplos. Novamente, endemonizações não levam a nada construtivo, fica parecendo mais um discurso adolescente desmedido, quando na verdade eu acredito estar no meio de adultos que já superaram esse tipo de rompante, não é verdade? 

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Ainda não entendi onde está a endemonização.
    Mais uma vez: eu disse que há exceções e que estava falando de um típico específico de pessoas. Mais uma vez a falácia vem de você, por dizer que eu disse algo que não disse (essa também catalogada por Schopenhauer).
    Categorizar o discurso como adolescente é também outra falácia, também listada por Schopenhauer.
    Em tempo: também fui gerente de projetos, com dezenas de pessoas debaixo de mim, e fui também gerente de fábrica de software, com GPs embaixo de mim. Mas hoje me libertei!

  • http://twitter.com/rodrigoy Rodrigo Yoshima

    Existe alguma prova empírica que uma equipe sem gerente é mais produtiva que uma equipe com gerente? Existe alguma empresa democrática e sem hierarquia com mais de 100 colaboradores na área de TI?

    De qualquer forma, não entendí o propósito do post, é para falar da Lambda ou é uma recomendação para o mercado demitir todos os gerentes? Essa é uma estratégia de consultoria de vocês?

  • Tenorio Duque

    Enquanto houver largura no espaço de comentários, vamos conversando. =)

    Acho desmedido comparar a escravidão com a sociedade dos dias de hoje, de verdade.

    Já vi vários exemplos onde a autoorganização não funcionou, e com pessoas altamente capazes. Não gosto de extremismos, acho que seres humanos são muito mais complexos que quaisquer metodologias/ideais/crenças possa abranger. Por isso afirmo que não existe uma única solução, nem mesmo uma democracia organizacional pode dar conta de solucionar os problemas que você aponta. E perceba, certamente outros problemas surgirão, e novamente um novo olhar se fará necessário. É um ciclo que parece não ter fim, meu amigo.

    Claro, sempre olharemos pra trás e veremos as coisas de forma menos evoluídas, esse é um dos preços do presente e da evolução. Caso contrário, nunca haveriam discussões como essa, não é mesmo?

    Não acredito em deus, mas acredito no átomo (mesmo se tê-lo visto), pelos mesmos argumentos que você usou: estudos científicos. Mas perceba, pode o ser humano ser deduzido em números e equações (ao menos, nos dias de hoje)?  Acho que não.

  • Tenorio Duque

    Fiquei com a mesma impressão… Mas preferi não comentar para não ser acusado de utilizar alguma técnica falaciosa documentada pelo Schopenhauer. (engraçado que o meu ponto de descontentamento era exatamente o uso de técnias falaciosas… Hum, será que estou sendo falacioso agora?) =D

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Yoshima, sim existe. Há publicações acadêmicas demonstrando isso, além de cases diversos. É só procurar, o Google está aí pra isso. A Amazon também.
    Achei que o propósito do post estivesse claro: comentar que gerentes são desnecessários e raise awareness.
    Estratégia de consultoria? Não… não me vejo ganhando cliente nenhum. Aliás, é bem possível que perca algum.
    Se é recomendação do mercado demitir os gerentes? De jeito nenhum. Cada um vive como quer. 200 anos atrás muitos mantinham escravos e achavam ok. Se pudesse muitos ainda os teriam hoje. Quem sou eu para dizer o que é certo ou errado.
    Ainda não entendi as perguntas. Você defende a hierarquia?

  • Tenorio Duque

    “fire all the managers”, sei lá, me parece um excesso…

    Acho que a discussão passou da tênue linha “paixão x razão de forma equilibrada”.

  • http://www.facebook.com/rgidra Rodrigo Gidra

    Ok, Tenorio, vc nao disse, mas ficou a impressão… vou estudar um pouco sobre “falacia” como voce sugeriu, me pareceu interessante. Bom, vamos la: eu entendi a “opressão” justamente como aquele momento, por exemplo, em que alguem de hierarquia maior que a sua vêm e MANDA você fazer um trabalho de forma diferente da que voce sabe que funciona mesmo sem saber muito sobre o que esta mandando. Entendi o “escravocrata” como por exemplo quando seu gerente te manda trabalhar no quarto domingo seguido falando que voce anda muito desmotivado… e voce acaba indo por medo de perder o emprego, mesmo sabendo que sua familia esta puta da vida por voce trabalhar todo final de semana e não ter tempo para eles. E por fim o “desumano” quando por exemplo voce acaba tendo que virar noite atras de noite para que seu gerente esteja satisfeito com o prazo IRREAL que ele costuma dar aos superiores dele e que reflete diretamente no trabalho do developer. como voce pode ver nao achei falacioso pois usaria adjetivos até piores para tais situações… Voce nunca passou por situações como os exemplos citados?

  • Anônimo

    Artigo muito interessante e polêmico.

    Apesar de minha opinião ser concordante, acredito que a prática da gerência (como apresentada no texto) se perpetuará.

    O texto sintetiza muitos conceitos interessantes, principalmente quando se refere à auto-organização, mas também contém afirmações que eu acredito que mais fazem sentido pelo contexto, ambientes de trabalho improdutivos e destrutivos por fatores alheios (em que infelizmente estamos majoritariamente inseridos), do que pela tese em si.

    Não afirmo que o modelo hierárquico é sustentável, apenas acho que não necessariamente ele é falho pelos argumentos apresentados.  No entanto, na prática, o que vemos realmente são os absurdos de dias de trabalho, esforço e projetos sendo jogados fora; pessoas insatisfeitas com o trabalho e sem paixão nenhuma pelo que fazem; isso quando não vemos abusos de poder ocorrendo (e que são mais comuns do que imaginamos).

    Tendo exposto tudo isso, e feito o papel de advogado do diabo, digo prefiro a alternativa: pessoas que gostam do que fazem, com responsabilidade e maturidade trabalhando juntas para entregar um grande resultado, independente de contingências irrelevantes.

    Felizmente tenho indicações que isso está se tornando mais comum, ou pelo menos mais próximo de mim.

    Parabéns pela excelente redação!

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Pois a hierarquia como existe hoje é fruto da escravidão. Não vejo como ignorar isso. Se uma veio da outra, porque imaginar que os efeitos de uma não se assemelham ao da outra. Note as semelhanças, verá muitas!

    Capacidade não tem relação com fazer autogestão funcionar ou não. Projetos falham também com autogestão, nunca falei que isso não aconteceria. No entanto, em um sistema baseado na hierarquia, autogestão não vai funcionar mesmo, e a falha aí se deve por outro motivo. Tente remover o gerente de uma organização muito hierárquica e verá o caos. Tal empresa precisaria de muito apoio para se reinventar. Muitas iriam a falência no processo. (Não que isso seja ruim.)
    Autogestão é só o começo. Há outras capacidades que resultarão no sucesso de uma empreitada, qualquer que seja ela.

    De fato, o homem não pode ser reduzido a números. Para resolver isso temos a economia comportalmental, a psicologia, a sociologia, que trabalham com estudos científicos que demonstram cenários. É isso que discuti acima, por exemplo, quando falo da organização hierárquica tentando trabalhar sem gerente.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Foi só um catchy title, seguindo o título do artigo da HBR.

  • Tenorio Duque

    Não sei até onde tive sorte ou influência nisso, mas felizmente passei umas 2 vezes apenas por esse tipo de situação. Mas confesso que no período que fui gerente, tive que pedir que outras pessoas trabalhassem no final de semana, e elas o fizeram de bom grado (o que só me deixou mais sentido e abalado).

    Levei algum tempo para assimilar esse tipo de coisa e entender que eram muito erradas. Por isso, desisti da gerência de projetos por não acreditar nela (embora eu tenha visto alguns bons exemplos, e, por incrível que pareca algumas pessoas que “pedem” por isso).

    E mais ou menos (mal comparando) como a religião para certas pessoas. É algo totalmente sem sentido, se formos analisar friamente, mas para a grande maioria é algo necessário, de verdade.

    Acho muito complicado enxergar a viabilidade de um sistema autoorganizado e de uma democracia organizacional funcionando plenamente e sem trazer outros problemas. Veja bem, sempre teremos problemas, em cada situação e contexto teremos que aplicar o que foi cabível e sensato.

    Simplificando, e muito, eu vejo por esse prisma. 

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Amadeus, aí talvez exista uma confusão generalizada entre causa e efeito. Será que a organização hierárquica não é justamente a responsável por vários dos problemas que vemos? Ou será que ela é uma inocente sofredora dos problemas do mundo? Eu entendo que é a primeira opção.

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    Acho que o problema é que para conseguirmos tocar o coração de quem lê apelamos instintivamente à falácia da evidência anedótica. É por isso que essas séries de humor fazem tanto sucesso.

    Como muitos aqui já sofreram na mão de um gerente em situações nas quais a culpa não era nem dele, mas do “jeito que as coisas são”, é fácil também apelar para a emoção.

    Acho que esse post veio em boa hora, ele explica no começo que é parte de um movimento e um convite para uma conversa. 

    Podemos não ter evidências objetivas da inutilidade dos gerentes e eu não penso que sejam inúteis (apesar de chamar os meus de apêndices), contudo, temos evidências fáceis de coletar da insatisfação dos profissionais com o status quo.

    Na minha opinião, baseada apenas na vivência, o gerente existe para resolver um problema que não conseguimos identificar claramente, isolar e resolver, um problema que ocorre sempre que mais de um ser humano se junta para fazer alguma coisa.

    Como anestesia para esse problema antropológico o gerente tem utilidade, mas aparentemente não é a cura.

    Agora licença, vou revisar meu blog todo em busca de falácias, pois só de cabeça lembro de um bocado.

  • Tenorio Duque

    é um excesso, desnecesário, já que o assunto é polêmico.

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    Tenorio, acho falácias um assunto muito interessante. Houve um tempo no qual me propus a me livrar delas e confesso que ficou bem mais trabalhoso escrever ou até mesmo falar alguma coisa.

    Fiquei com uma pulga atrás da orelha. Sem querer ser 8 ou 80, mas, como você define um “praticante comedido” de agilismo?

  • Tenorio Duque

    Você acredita, que gerentes de projetos sejam “O” grande problema para a TI, hoje em dia? Você acredita, de fato, que outros problemas (menores ou maiores, quem sabe?) não aflorarão do modelo que você propõe? Claro que sim, “this is evolution, baby” (como na música do Pearl Jam…)
    ;)

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Ok, é sua opinião. Eu já acho que se estou com a HBR estou em boa companhia! :)

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    GPs são um dos grandes problemas.
    Outros problemas já afloraram. A baixíssima competência técnica atual, por exemplo, é outro.

  • Tenorio Duque

    Me senti da mesma forma quando estudei sobre o assunto. Parece que faltamos com a verdade pra nós mesmos, não é?

    “praticante comedido” == Agilista-But.

    Sim, claro, é ingenuidade achar que agile, scrum, lean, seja lá o que for, só é valido se for implementado na íntegra. Quer postura menos 8 ou 80 que essa? =D

  • Tenorio Duque

    Perfeito! Então, não seria melhor trabalharmos em nós mesmos, primeiramente, para depois atacar os demais? Veja bem, é uma pergunta retórica, aplico ela a todos os leitores do teu blog.

    Acredito que esse seja um bom caminho.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Sem dúvida! O problema é que é muito difícil praticar autogestão em uma empresa engessada.
    (E está acabando o espaço pra comentários… tá ficando espremido)

  • Tenorio Duque

    Com a HBR ou com o Gary Hamel? E outra, post em português, titulo idem, por favor.

    =D

  • Tenorio Duque

    Estressando os limites do componente de comentário do teu blog, vamos combinar que:

    - Antes de querer a demissão de todos os gerentes, temos que trabalhar bastante em nós mesmos, para sermos geradores de mudanças efetivas (sabendo que novos problemas virão)
    - Sempre que formos argumentar sobre algo, temos que tomar cuidado com os argumentos, pois somos (certeza que mais você do que eu), formadores de opinião.

    E ponto final!

    Ufa!

  • Anônimo

    Giovanni, é muito difícil encontrar relações de causalidade no nosso objeto de estudo, na minha opinião.

    Eu não estou afirmando a proposição de que: a hierarquia não é a raiz causa dos problemas que vemos. Podem existir fatores mais relevantes.

    Por exemplo, trabalhando de forma descentralizada mas sem comunicação de  propósito aos envolvidos acredito que o resultado pode ser igualmente ruim.

    Mas nada nos impede de inferirmos o que acreditamos ser o caso, e termos alguma opinião. A minha, por instância, é que o melhor é trabalharmos com senso de propósito e apaixonados pelo que fazemos e por fazer melhor.

    Com relação à hierarquia, acredito que a ausência de transmissão de valores e exemplos das pessoas nas raízes das empresas (donos e executivos) é o que eu criticaria.

  • http://twitter.com/JulioMatosMKT Julio Matos

    Uma opinião de um Administrador (que casualmente
    trabalha como gerente, mas fora da TI) caída de para quedas na discussão por um
    destes retweets da vida. Achei o texto muito Espartano ao defender um ideal Ateniense!
    Explico: Mesmo democrática, uma empreitada (generalização minha para projeto,
    organização, etc.) requer um objetivo determinado, seja ele definido por alguém
    ou pelo “cliente”. Um grupo pode se organizar para esta empreitada de
    diversas formas e investir muito tempo nessa discussão de que caminho tomar
    para concluir a empreitada. Caso não tenha uma plena consciência do grupo e um
    alinhamento de interesses (e ao falarmos de pessoas, falamos da mais vasta
    multiplicidade de interesses), um líder pode conquistar o papel de viabilizar
    este caminho que será trilhado para empreitada. Estas discussões entre Comando
    e Liderança são pauta de diversos segmentos empresariais, e o que conseguimos
    evoluir no desenvolvimento de grupos matriciais (unidades colaborativas de
    trabalho organizadas por competências) demonstram que a formação de liderança
    ocorre naturalmente, desde que exista uma confluência  de interesses.

    Então, na minha opinião, o problema de algumas empreitadas não está no
    fato da existência de uma hierarquia ( obviamente que a liderança natural e não
    o comando imposto), mas sim na convergência ou divergência dos interesse do
    grupo envolvido.

    Só uma opinião… Excelente discussão, parabéns!

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Julio, se estamos falando de uma hierarquia flexivel baseada no mérito e autoorganizada, não tenho do que discordar.

  • Rafajagua

    Olá Giovanni. Concordo com um cara que disse ai embaixo. Acho que o problema está no como você apresenta as coisas. Justo você que é praticante da Comunicação Não Violenta, costuma argumentar com “tapa na cara”.

    Tenho estudado o Google, a Amazon, a 37 Signals e até a Semco. E são empresas que seguem a linha de “Democratica” e a “Aberta”, mas muitas delas ainda apresentam figuras similares a “Gerentes”. E coloco aqui, um notação para um post do Fabia Akita sobre a Falácia de Empresas Democraticas.

    http://akitaonrails.com/2011/04/25/off-topic-mea-culpa-organizacoes-democraticas-nao-funcionam

    Tudo na nossa área de TI é complicado e complexo e existem raros trabalhas e estudos que realmente provam alguma coisa. Vejo alguns estudos que tem “indicativos” mas nem por isso propoem reais causas de muitas coisas.

    O que acho é que há espaço sim para Gerencia, porém ela é diferente dos moldes atuais. Tenho gostado muito das opiniões do Jurgen Apello.

    Pelo que percebo, para você, Gerente é sinônimo de Poder e Liderança. Posso garantir que no cenário atual que estou, nem de longe meu Gerente é isso. E sim ele está na linha de Facilitador e não, não é trabalho de secretária.

    Do jeito que você coloca algumas coisas, me lembra do livro “Freakonomics”, que mostra o quão as falácias, ou opiniões (não provadas cientificamente) e muitas vezes erradas, influênciam muito as coisas.

    Bem, hoje a minha realidade é de que meu Gerente não é sinônimo de Comando Controle. O comando controle ainda existe, mas por algumas questões alheias a o cargo de Gerente.

    Sobre Hierarquias. Bem, até projetos Open Source as têm, o que muda é o modo como ela é vista, construída e alterada.

    Não vejo nada de muito errado em Hierarquia quando o fator decisório para um posto é com base na Meritócria (e outros fatores). Eu não quero hoje chutar a bunda do presidente da Empresa que trabalho (com mais de 2000 funcionários) e dizer que ele é Custo e que não preciso dele, pois, eu surtaria tendo que tomar as decições que ele toma.

    Eu tenho espaço para opinar e palpitar, a Empresa oferece isso, pórem tenho ciência de que seu fosse olhar para tudo que girar em torno da Atuação Estratefica da Empresa, não conseguiria dar conta daquilo que eu trago ROI e pra qual fui e quis ser contratado.

  • http://twitter.com/JulioMatosMKT Julio Matos

    Sim Giovanni, exatamente o que estou falando. Em alguns casos de hierarquia formal, instituída, dependendo do tipo de pessoas se consegue um modelo de liderança. O que esta claro para a Ciência da Gestão é que pessoas aderem melhor as empreitadas quando impulsionadas e não como comandadas. Eu pude entender que teu texto critica o comando e não a liderança, mas deixa margem para generalizações e por conseguinte outras interpretações.
    Eu, enquanto gestor tenho duas bases de trabalho, viabilizar o objetivo e gerenciar as expectativas da equipe. Quase como um lubrificante de uma máquina que deve se encaixar por definição e não a força (tudo bem podem fazer piada sobre essa frase hehehe) 

  • http://www.facebook.com/micajeho Miguel Carlos Honório

    Não posso falar do que não vivi, mas posso com autoridade falar de coisas que vivi. Por muitos anos vivi em um regime nada democrático, era agente publico em SP,  fora de TI mas dentro de uma hierarquia onde não existiam gerentes mas sim chefes, esses mesmos, temidos por sua ineficácia. Chefes esses que tomavam todas as decisões sobre tudo o que deveria ser feito, sobre o que não deveria ser feito e com ser feito ou não. Éramos seres abióticos e absorvidos pelo nosso ecossistema, nem ao menos aparentávamos sermos seres racionais. Quando tentados eramos a expressas nossas opiniões sofríamos contragolpes cruéis.
    Anos se passaram e fui trabalhar com aquilo que amo, TI, e vivi coisas parecidíssimas com isso, ao ponto que tive um sistema que custou mais de 1 milhão de reais que atualmente não dá retorno algum totalmente, com qualidade duvidável e fruto das decisões de um Gerente. Sou contra o papel desse cara sim porque ele custa demais para o retorno de dá. Hoje posso dizer com certeza que duas cabeças pensam melhor que uma, três melhor que duas e por ai vai. Acredito que time autoorganizados tem melhores possibilidades de sucesso.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Rafael, autogestão não significa que todos tem que cuidar da gestão estratégica da empresa. Há pessoas que gostam mais disso e vão trabalhar nisso, naturalmente.
    Você está dando um relato de um gerente que não é carrasco. Ok, eu também já tive um. Isso não justifica todo o resto. E ainda sobre dos problemas de visão restrita, por exemplo.
    Às vezes me parece que vivemos tanto tempo com o bode dentro da sala, que agora que tiramos o bode parece que está tudo bem. Não está.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Julio, entendo que quem deveria viabilizar o objetivo de uma equipe é ela mesma, com o líder apoiando, e não assumindo a tarefa para si. E as expectativas do time devem ser gerenciadas por eles mesmo. As lideranças internas do time tomam conta das expectativas, não precisamos de um gerente pra isso.
    O problema é que estamos muito acostumados ao modelo antigo, e quase nunca vemos outro diferente. Crescemos com ele.
    E sem dúvida nada funciona a força com um trabalhador do conhecimento.

  • http://twitter.com/JulioMatosMKT Julio Matos

    Podes me definir melhor como categoriza “As lideranças internas do time”? Talvez meu “gap” de entendimento esteja nesta parte. Quanto ao auto gerenciamento de expectativas, se isso fosse possível, na minha opinião, estaríamos desempregando todos os psicólogos! eheheh Mas se puder dar um exemplo, acredito que enriquece a discussão!

  • http://twitter.com/rodrigoy Rodrigo Yoshima

    Raise Awareness – Gerentes são desnecessários. Mais uma vez, quero um estudo sério que prove isso. “Procure no Google” – excelente argumento.

    Auto-gestão, gestão democrática, escravidão são coisas diferentes. Tenho uma tese que comando e controle simplesmente é um reflexo da industrialização.

    http://blog.aspercom.com.br/2009/05/31/auto-organizacao-e-natural/

    Teu post está sendo acusado de falácia pois apresenta suposições como fatos.Se Deus defende hierarquia para os anjos do céu não sou eu quem vou questionar. Defendo meritocracia emergente – numa empresa sempre terá a pessoa certa para tomar certas decisões. Como o próprio Semler cita no livro dele – Democracia dá trabalho, assim, há razões para questionar se é economicamente viável para todos os casos. Faltam estudos para comprovar.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Yoshima, eu já fiz meus estudos, cabe a você fazer os seus. Aqui no blog da Lambda3 já citamos diversos livros, é só pesquisar.
    Sim, autogestão, gestão democrática, e escravidão são coisas diferentes. Onde eu disse que eram iguais?
    Acho que mais uma vez falta a definição filosófica de falácia. Você não pode “acusar” um texto de falácia, deve dizer qual a falácia. Apresentar argumentos sem fatos não é uma falácia, filosóficamente falando. Se quiser podemos discutir isso, mas que não é uma falácia, não é.
    Se sou acusado de não ter no blog o mesma rigor exigido em uma tese de TCC, considero-me culpado. Mas aí posso dizer que você é culpado de esperar tal coisa de um blog. Todos sabem (ou eu esperava que soubessem) que o meio determina o modo da comunicação. E tais explicações você vai encontrar em livros, não em blogs. Minha tarefa é apontar, não te convencer.
    Nem vou entrar no mérito de discutir se há ou não estudos porque já os li. Nada que, como eu disse antes, o Google não resolva. Mas vou ajudar:
    http://bit.ly/tc92sz

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    O time possui líderes eventuais dependendo da área a ser resolvida. Se a área demanda muito, essa pessoa assume uma posição mais constante, que é o caso dos Scrum Masters.
    Psicólogos não gerenciam as expectativas, mas funcionam mais como um espelho. Quem gerencia as expectativas é o próprio paciente. Isso mesmo em linhas diferentes como a humanista ou a psicanálise. Eu gosto particularmente de Reich, e de como ele enxega essa questão.
    Um exemplo é quando um time espera do cliente algumas informações que ele não entrega. O time se comunica com o tal cliente para obter tais informações e gerencia diretamente os conflitos que aparecem. Não precisa de um gerente pra cuidar de suas expectativas porque são adultos, nem de um intermediário pra falar com o cliente porque são compententes.

  • Elemar Jr

    Não conseguiria dar uma resposta curta. Por isso, escrevi um post :-)

    http://elemarjr.net/2011/12/06/fire-all-the-bad-managers/

  • Rafajagua

    Oi Giovanni.

    Vc diz q o fato de eu citar uma experiencia com um gerente nao carrasco, isso nso justifica todo o resto. Porem o mesmo vale para voce. Nao generalise com “Fire the managers”.

    Vc mesmo diz bem. Auto gestao nao diz q todos precisam cuidar da gestao estrategica da empresa. O mesmo para reuniao com Sponsors, vendas e etc. Pra isso ta la meu gerente. Ele me permite ter tranquilidade, abertura, me garante uma estrutura, tudo para melhorar minha performance.

    Acho q vc esta combatendo o inimigo errado. Seu inimigo eh o comando controle e o legado mental, nao o Cargo de Gerente.

    Concordo q alguns ainda tem um bode, mas muitos ja nao tem.

  • Wylker Barros

    Já passei pelos dois mundos supracitados pelos manifestantes e não vejo a extinção dos gerentes como solução. Problemas em projetos e produtos ocorrem e sempre vão ocorrer. O grande vilão e o grande mocinho em qualquer iniciativa são as pessoas, não a estrutura organizacional, que sem dúvida influencia, mas seu alcance não se equivale as ações dos individuos… Já falei isso uma vez, e vou repetir agora, existem analistas, principalmente entusisastas do agille e do lean (também sou um grande entusiasta) que possuem um incontrolável “complexo de messias”… parafraseando um autor (que não me vem a memória agora), “Não é porque seu caminho deu certo que ele é o único”. 

  • http://twitter.com/rodrigoy Rodrigo Yoshima

    Procurei no Google se cachorros voam, achei esse post aqui entre vários que apareceram… então Cachorros Voam…
    http://www.dogdogs.net/seu-cachorro-sabe-voar-veja-fotos-de-caes-que-voam/
    Comecei a discussão séria e achei que teria um bom nível com vc, infelizmente…

  • http://twitter.com/JulioMatosMKT Julio Matos

    Teu post é 95% do que eu queria dizer, porém não investi o tempo em fazê-lo. Inclusive a relação do empreendedor, que seria exatamente a minha próxima pergunta ao Giovanni. Parabéns! 

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Existe uma diferença: você escolheu o gerente? Geralmente a resposta é não. Isso faz toda a diferença.
    Além disso: você precisa pedir permissão para qualquer coisa? Isso também faz diferença.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Wylker, não sou só eu que estou falando sobre isso, o caminho nem de longe é o meu. Eu vivi muito tempo do outro lado.
    É como eu disse antes, a hierarquia vem da escravidão. Não tem como sair algo de bom daí. Olharemos daqui a cem anos para 2011 como se fossemos bárbaros. Está na hora de sair da caverna.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Pois é, o Google é o novo pai dos burros. Tem que ter critério na hora de ler.
    Mas olha que a Wikipedia tem, segundo pesquisas recentes, menos erros que a britânica. Quem diria, né?

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Já respondi por lá. Agora temos dois lugares pra conversar. :)

  • http://twitter.com/andrecardoso andrecardoso

    Lembrei de uma descrição do ambiente da Valve (games):

    At Valve, there are no real titles. “The first thing you should know
    here is that Gabe [Newell] is on top, and there are 249 people below
    him. That’s the whole hierarchy,” one of the Steam designers told me on
    my first day.

    Talvez seja um exemplo próximo do que está sendo proposto no post com
    mais de 100 pessoas. Vale a pena ler a descrição completa aqui: http://m.garrettamini.com/2011/08/lessons-from-valve-how-to-build-a-designers-paradise/

    Mas, por que ter mais de 100 pessoas?

  • Rafajagua

    Cara, desculpas mas não consegui entender seu último ponto.

    Escolher o gerente, pedir permissão…eu não fiz/faço as duas coisas.

    Se o problema é “pedir permissão”, mais uma vez, os problemas são Hierarquias, que na minha opinião, provém antes da Escravidão, mas isso é outra história.

    Conheço casos, além do meu, onde existe gerente e nem por isso membros de equipe necessitam pedir permissão. A Empresa adota uma postura de confiança natural no time, e isto vem desde o modelo de gestão/contratação.

    E conheço casos onde não se existem gerentes, mas o Time necessita pedir permissão para várias coisas. Isto é a mentalidade legada.

    []s.

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    :-) Desculpe pela confusão. Já “respondi a sua resposta.” http://elemarjr.net/2011/12/06/fire-all-the-bad-managers/#comment-1132

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    Wylker, alguém que divulga uma ideia, se sentindo messias ou não precisa acreditar no que está divulgando. Cada um tem seus motivos (ia dizer razões, mas tem muito sentimento ali também) para acreditar nisso ou naquilo.

    Dizer que o pessoal tem complexo de messias é argumentum ad hominem (já que falácias virou o assunto do post) que implica atacar o interlocutor e não a ideia.

    Se um messias aparecer, o melhor caminho é solicitar exemplos e evidências e claro, estar pronto para apresentar seus exemplos e suas evidências quando ele solicitar.

    Agile e Lean para mim trazem algo muito simples: atacar os riscos cedo, validar as hipóteses e não se prender aos planos. São essas ideias que eu gostaria de ver contrapostas nas discussões e não a cor do cabelo de quem está discutindo.

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    Yoshima, é mais fácil provar que cachorros não voam (apesar de poder implicar maus tratos com os animais) do que provar que anjos existem (ou que não existem).

    Aliás, é bom desconfiar do Google, ele anda dizendo que eu sou o melhor analista de negócios do Brasil.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Muito bom. Mas o gerente foi escolhido pelo time ou imposto pela empresa?

  • Rafajagua

    Eu diria que ambas as coisas. A empresa escolheu o Gerente, lhe fez uma proposta para criar um Time e ele montou a equipe. Todos da equipe ateh onde sei puderam optar se aceitavam quem seria o gerente. A equipe montada em sua maioria foram profissionais que ja se conhecem e trabalharam juntos e grande maioria foram indicados, base de confiança. Existe abertura para questionar a existencia de qualquer um, nao soh o gerente.

  • http://blog.lambda3.com.br/2011/12/sim-sem-gerentes/ Sim! Sem Gerentes! | Blog Lambda3

    [...] dar um pouco mais de corpo para o que tenho a dizer, e depois de algumas argumentações no post anterior sobre a origem do gerenciamento, gostaria de dar mais [...]

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Não dá pra ser ambas. A empresa escolheu, não foi o time. Se o time tivesse escolhido, seria o gerente que teria que aceitar quem seria a equipe. Seria ao contrário do que foi.
    Eu acho legal vocês terem um processo mais democrático, é melhor que muitas empresas. Mas é com lembrar que deixar o escravo tomar a liberdade de escolhar quando quer beber água não significa ser democrático, ainda que seja mais democrático. Não deveríamos nos contentar com pequenas liberdades.

  • http://www.facebook.com/henriquebastos Henrique Bastos
  • Rafajagua

    Giovanni, não havia time. O time se formou. Quem entrou sabia o quem era a figura e dizia se achava correto ser ela ou não. Mas acho que não vale mais decorrer sobre isso.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Ok. O time se formou depois do gerente escolhido pela parte de cima da empresa. É o oposto do que entendo por democracia. A ênfase está no gerente, não em quem vai fazer o trabalho.
    E é como eu expliquei antes: legal que estamos mais perto da democracia, mas ainda não estamos lá.

  • Arisio Costa

    Os comentários abaixo foram postados na lista [agile-brasil] quase à 2:00 da matina de hoje. Julguei relevante coloca-lo também aqui, e desde já desculpem uma eventual duplicidade. Inclui um parágrafo adicional, o último.

    Estou entrando no debate depois de ver o post do Giovanni no
    [agile-brasil]. Como o assunto é abrangente, afeta a todos, e cada
    um de nos temos experiências e percepções diferentes sobre o
    mesmo, posso arriscar alguns palpites

       – teremos muitos comentários (no momento já são 66 – 5 enquanto
    eu redigia);    – teremos comentários pró e contra muitas alternativas que
    surgirão;   – teremos defesas racionais, muitas com citações de autores
    especializados;   – teremos defesas baseadas na percepção e emoção (tão válidas
    quanto);   – não chegaremos a uma conclusão.

    Não vale a pena tratar do assunto? Claro que vale. De uma forma
    simplificada, eu diria que:

    Como uma troca de ideia, sem um contexto específico, podemos
    gastar o tempo que sobrar, depois de executadas as outras
    atividades, para tratar do assunto de uma forma
    descompromissada;Se a estrutura ou a falta de estrutura na empresa é um
    obstáculo para minha equipe (ou todas as equipes da empresa),
    devo dedicar prioritariamente o tempo necessário para
    sensibilizar todos os envolvidos a resolvermos o problema e
    garantir que as outras atividades sejam executadas a contento.
    Todos deveriam estar compromissados em obter a melhor solução
    possível para o nosso contexto. E coloca-la em prática. E a
    efetuar os ajustes que se fizerem necessários durante sua
    utilização.

    Estamos tratando de como organizar o trabalho de pessoas, e creio
    que não exista UMA forma que seja a melhor para todas as situações
    (especialmente em trabalhos criativos). Até em um mesmo ambiente,
    o ótimo de ontem pode não ser tão bom hoje, e é responsabilidade
    das pessoas nesse ambiente perceber e promover as mudanças
    necessárias.

    Depois das considerações acima, posso dar meus 20 cents de
    contribuição para o debate propriamente dito.

    Supondo que se esteja considerando a possibilidade de que tudo é
    responsabilidade da equipe, eu me perguntaria: quem vai
    assinar o cheque? A resposta, que deve variar conforme
    o ambiente ou contexto, pode ser um ponto de partida para se
    identificar o grau de liberdade que a equipe pode ter, afinal não
    existe liberdade absoluta.

    Ter uma estrutura e responsabilidades diferenciadas pode ser uma
    necessidade em muitos ambientes, e as pessoas envolvidas em cada
    ambiente é que podem definir essa necessidade. Uma estrutura de RH
    pode ser necessária para atender esses requisitos. Em outro
    ambiente/contexto/pessoas pode ser diferente. Não é assim mesmo
    que deveria ser?

    Aderi de imediato ao Manifesto Ágil logo que terminei de ler item 1: Indivíduos e Iinterações acima de Processos e Ferramentas. Os indivíduos da equipe do projeto de uma empresa e suas interações com todos os que tem algum interesse envolvido no projeto (que de algum m odo também fazem parte da equipe) ==>> são mais importantes que processos e ferramentas.

  • http://twitter.com/assismarcos Marcos Antonio

    A coisa toda já começa de maneira totalmente errada. A escolha de um “gerente”, caso este seja realmente necessário, não deveria ser feita apenas pela direção da empresa simplesmente por que o escolhido entende muito de um determinado produto ou área, liderança não se resume simplesmente a isso. Uma pessoa totalmente técnica pode não possuir os atributos para lidar com pessoas e o resultado disso com certeza não será uma boa relação entre equipe e gerente. Exemplos já presenciados: “gerente” gritando com outro colaborador, agora pergunto: isso é democracia? acho que não.

    Algo que considero um verdadeiro desrespeito ao conhecimento de um profissional é por exemplo (sendo mais específico), a definição de prazos para entrega de um determinado projeto. Você estuda diversas horas, pesquisa por várias formas de executar o tal projeto e, quando você chega a conclusão de que o tempo estimado é suficiente para a execução, chega um “gerente” que acha que sabe mais que todos e lhe obriga a cortar o seu prazo pela metade ou menos! E a sua experiência, a sua opinião, o seu estudo, não servem ou não serviram pra nada? Nesse caso foi o “gerente” quem ditou o prazo, onde está democracia nisso? 

    Mais um exemplo, talvez mais pro lado da escravidão e nazismo. Tenho vários colegas que já trabalharam em empresas onde era vigiados por câmeras e tinham seu tempo contado até pra ir ao banheiro, isso mesmo, TRONO CRONOMETRADO! E adivinha qual era a figura responsável pelo controle?! O Gerente ou o próprio diretor (ou dono, chamem como quiser esses indivíduos).

    Com relação a tomada de decisões, acho que um time deve ter algum conhecimento sobre regras de negócio para decidir algo, ter apenas conhecimento técnico não basta e não existe uma fórmula mágica que possa ser utilizada em qualquer empresa para solucionar todos os problemas, isso é algo que deve ser discutido caso a caso.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Também já vi empresas que controlavam o tempo que os funcionários ficavam no banheiro. Escravidão mesmo!

  • Arisio Costa

    Acabo de ver uma entrevista da Esther Derby na InfoQ em que ela argumenta que atividades de apoio à equipe não deveriam ser de responsabilidade da equipe, mas sim de algum gerente. Dura 30 min, mas pode ser mais rápido pois todo o texto está disponível.
    http://www.infoq.com/interviews/esther-derby-systems-thinking#.TtvndPDMtZk.twitter

  • Josias Cutelo

    “Em que século você vai trabalhar só depende de você.”

    Novamente, o problema das pequenas consultorias é achar que pode mudar o mundo de fora pra dentro.

    Um gerente não impede a liderança. Os subordinados é que se deixam impor pela figura hierárquica.

    Trabalho num local (público) com gerência “hierarquizadíssima”, porém, transpareço minha liderança por saber lidar com a as situações nas quais ela é necessária.

    Demitir os gerentes é só abrir o portão do zoológico. O problema não está no gerente, está em você.

  • Rodrigo Moreira

    Concordo com o Autor, belo texto! Apesar de também não ser um grande fã de SCRUM mas um admirador do modelo ágil em si (Acredito que SCRUM funciona mais em países em que as pessoas tem problema de comunicação), acredito que o grande problema do gerente é sobre ele ter o poder de demitir alguem, e isso dá a ele o poder de controle. É como se ele fosse o Senhor do Escravo,ele tem o poder de chicotear ou matar o mesmo. O gerente pode ser facilmente substituido por um analista de projetos, esse não é hierarquicamente superior a um programador, normalmente faz o papel que realmente o gerente de projetos deveria fazer. Hoje vejo também que o gerente de projeto acaba atuando menos no projeto e mais na parte de numeros financeiros, custo e arrecadação. E existem outros profissionais capazes de fazer isso e normalmente já fazem. É claro que possuem gerentes que dão abertura, e não usam essa força para oprimir, e é claro que os outros 99% a usam.