Sim! Sem Gerentes!

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Disclaimer: Antes de chamar este artigo de falacioso, por favor: entenda o que “falácia” quer dizer (ex: um artigo nunca é falacioso, mas seus argumentos podem ser. E por favor, cite-os :D ).

Origens

Tentando dar um pouco mais de corpo para o que tenho a dizer, e depois de algumas argumentações no post anterior sobre a origem do gerenciamento, gostaria de dar mais informações.

Começando com a definição que se encontra na Wikipedia sobre o tema:

“Gerência, em todos os negócios e atividades organizacionais, é o ato de reunir pessoas para atingir metas e objectives desejados utilizando recursos necessários efeciente e efetivamente”

Existem referências à organização e controle de atividades, e ao termo gerenciamento, datam de muito antes da era industrial, apesar dos termos como “alocação de recursos”, “produção” e “preço” serem realmente mais modernas. O único problema nisso tudo é que a relação entre escravidão e gerenciamento sempre foi excluída da literatura moderna. Inclusive o Professor Bill Coke já propôs uma revisão completa sobre o tema relacionada à história do gerenciamento nos Estados Unidos (sumário). Não vou dissecar o artigo científico aqui, então por favor, esteja livre para lê-lo em seu tempo :D

A gerência surgiu como uma profissão diretamente consequente à escravidão. Alguns dos elementos chave do gerenciamento já estão presentes na história da escravidão desde o seu início. Um exemplo interessante pode ser lido no Livro 1 de Aristóteles em que ele descreve a necessidade de homens serem gerentes não apenas para controlar escravos, mas para controlar mulheres, crianças, serventes domésticos e animais.

Da mesma forma que escravos eram considerados “coisas” a serem manipulados, ferramentas para serem utilizados, o mundo moderno incorpora o termo “recurso” como uma designação coerente aos empregados. Neste ambiente é que surgem as principais histórias de revoltas lideradas por escravos, como Spartacus.

Assim, desde início do mundo, é que a tensão entre escravos e seus gestores ganha personificações míticas que representam “o escravo selvagem, desobediente”, e surgem ainda mais o uso da brutalidade, coerção, dominância e poder para garantir o comportamento adequado. Nada disso é diferente dos mecanismos atuais de controle de empregados: trocamos o açoite pelas broncas em público, desconto de salário, politicagem e a burocracia. Sim, evoluímos como civilização, mas mativemos os mesmos princípios por detrás de nossas atitudes.

Ainda que o Gerenciamento Científico de Taylor tenha se provado extremamente útil para atender a uma demanda produtiva crescente, é importante lembrar que a idéia central por trás de Principles of Scientific Management foi que o estudo sobre tempo e movimento poderia maximizar a eficiência do trabalho eliminando passos desnecessários e duplicados, reduzindo o que o próprio Taylor considerava preguiça e corporativismo dos trabalhadores. Todas as camadas de gerenciamento/supervisão e a completa mecanização das rotinas de trabalho foram deliberadamente uma forma de retirar dos trabalhadores a capacidade de pensar e decidir sobre o próprio trabalho, além da capacidade de extrair muito mais trabalho extra, sem necessariamente um aumento salarial.

Claro que nem todos pensavam como Taylor. Em especial vou compartilhar um trecho de Henry Gantt, em que ele critica a idéia do gerenciamento científico:

“Qualquer coisa que façamos deve ser em acordo à natureza humana. Nós não podemos dirigir as pessoas; nós precisamos guiar seu desenvolvimento… a política geral do passado tem sido ‘digirir’; mas a era da força deve dar passagem para aquela do conhecimento, e a política do futuro será ensinar e liderar, para a vantagem de todos os envolvidos.”

Em suas raízes, o Gerenciamento e principalmente o papel do Gerente, estão ligados a um modelo mental precário, antiquado e danoso. É disso que somos contra.

E pode Lombardi?

Um primeiro argumento batido quando falamos em democracia organizacional é a falácia “Mas isso é impossível funcionar numa empresa grande!”. É triste saber que, normalmente essa afirmação vem cheia de ignorância sobre alguns cases existentes. Bem, tentando mitigar essa idéia de uma vez por todas, vou apresentar rapidamente um case(ja que o artigo está muito grande, logo posto outros cases):

Morning Star CO
Faturamento anual ( U$ 700 milhões)
http://www.morningstarco.com/
Bem, este é o caso de estudo que deu início a vários tweets meus nas últimas semanas, principalmente pelo fato de tocar em pontos cruciais de minhas críticas, corroborando com a minha percepção de gerenciamento. Inclusive na página principal da empresa já se toca neste ponto.

Morning Star não tem gerentes, ponto.

Cada funcionário da MS é responsável por traçar uma visão e uma missão de como deverão atender à visão da empresa de “produzir produtos e serviços derivados de tomate que consistentemente atingem as expectativas de qualidade de nossos clientes.”. Paul Green Sr., técnico da empresa descreve no artigo que “Você é responsável por alcançar a sua meta e por adquirir o treinamento, recursos e cooperação necessários para esta meta. Sou guiado pela minha missão pessoal, não por um gerente.”

Mais importante ainda, a empresa permite que os funcionários forgem comprometimentos entre si mesmos e não os famosos “Acordos de Desempenho individual” (quem já participou sabe o tamanho da besteira que isso pode se tornar). O termo usado pela Morning Star é Colleague Letter of Understanding (CLOU), e representa um conjunto de acordo definidos entre os funcionarios e aqueles que mais são afetados por suas atividades. É possível entender o CLOU como sendo o plano operacional para uma pessoa alcançar sua missão.

Mais do que criar comprometimentos com um gerente, o que existe é uma rede de comprometimento entre os funcionários e todos aqueles afetados. É esta liberdade que permite que a empresa se organize sem a ajuda(?) de gerentes. Um exemplo em que isso fica bastante claro é no processo de aquisição e compra. Não existe um escritório central de compras, e os funcionários são responsáveis e livres para decidirem o que comprar, e quanto gastar.

O processo de contratação é parecido com o processo descrito por Andre Carlucci em sua empresa Way2: a equipe decide se deve, quando deve, e quem deve contratar.

Outra questão importante: transparência e conhecimento. Todos na empresa possuem ao menos conhecimentos básicos sobre finanças, planejamento e estratégia. Assim, eles podem decidir de maneira eficiente sobre onde gastar, para que gastar e quando gastar. Novos funcionários participam de seminários de formação em auto-gerenciamento e todas as informações que precisam para trabalharem no ambiente da empresa.

E por último responsabilidade: todo ano, todos os funcionários recebem o feedback de todos os envolvidos em seu CLOU, e são chamados para defender seu rendimento nos últimos 12 meses. Isso mesmo, você leu certo: na frente de todos akeles em que seu trabalho interage, todos os funcionários devem defender o próprio desempenho, o gasto de recursos, ROI de suas atividades, os problemas e a conclusão dos trabalhos decorridos no ano. É uma maneira extremamente eficiente de garantir que todos os stakeholders envolvidos possam ter acesso aos resultados do trabalho de forma transparente.

A Morning Star ainda está vinculada a um instituto focado em auto-gerenciamento. Dê uma olhada:
http://self-managementinstitute.org/

Por que odiamos gerentes

É necessário um modelo novo.

Não se constroi algo melhor apenas iterando pequenas mudanças sobre conceitos errados. É necessário um paradigma e um conjunto de valores novos, e neste ponto é que o Termo, o Cargo e as Premissas por trás da figura de um gerente devem ser modificados.

Tomei a liberdade de roubar um trecho interessante sobre alguns passos nessa direção que temos falado. É apenas uma tradução literal do conteúdo, e consegue ilustrar o caminho:

O Caminho para o auto gerenciamento

Fonte: Fire all the managers

Sua organização não foi criada através dos princípios de auto-gerenciamento. É mais provável que seja uma construção burocrática – com um livro de regras políticas, multi camadas hierárquicas e lar do processo gerencial- feita para garantir conformidade e previsibilidade.

Controle é a pedra fundamental da burocracia, como Max Weber apontou há quase um século atrás. Dentro do modelo burocrático, gerentes são os guias garantindo que empregados sigam regras, atendam aos padrões e alcancem o orçamento.

Burocracia e auto-organização são opostos ideológicos, assim como totalitarismo e democracia. Para se construir uma empresa auto-gerenciada, não é possível apenas podar os galhos da burocracia – faz-se necessário arrancá-la pela raíz. Os fundadores dos EUA não se reuniram para amenizar os excessos da monarquia; ele almejaram suplantá-la. Da mesma forma, caso você não se comprometa totalmente ao auto-gerenciamento, se contentará com facilmente reversíveis meias medidas quando deveria pressionar por muito mais.

Ainda assim, ninguém lhe dará permissão para explodir as velhas estruturas. Você terá que demonstrar que auto-organização não significa “sem gerenciamento” e que descentralização radical não é anarquia. E aqui está como começar:

Primeiro, peça a todos de seu time que escrevam uma missão pessoal. Pergunte a cada um deles: “Qual é o valor que você gostaria de criar para os seus pares? Quais são os problemas que você deseja resolver para seus colegas?”. Desafie as pessoas a focarem nos benefícios entregáveis ao invés das atividades a serem realizadas. Assim que todos tenham desenvolvido pequenas sentenças, organize-os em pequenos grupos para que eles possam criticar as sentenças uns dos outros. No processo, você auxiliará na mudança do foco em “atendimento/aderência a papéis” para responsabilidade negociada entre os pares.

Segundo, busca pequenas formas de ampliar o escopo de autonomia das pessoas. Pergunte a seus colegas: “Quais os procedimentos que o impedem de atingir sua missão?”. Uma vez que sejam identificadas as principais causas, apresente-as e veja o que acontece. Até é possível retomar o controle, e caso você seja sério sobre auto-gerenciamento, fará isso cautelosamente.

Terceiro, equipe todos os times com o própria conta de Lucro&Prejuízo. Para exercitar a liberdade efetivamente, as pessoas precisam calcular o impacto de suas decisões. O caminho para o auto-gerenciamento é pavimentado com informação.

Finalmente, você deve buscar caminhos para erradicar as distinções entre gerentes e gerenciados. Se você é um gerente, pode começar listando seus comprometimentos para com seu time. Peça a qualquer um que trabalhe com você para escrever a lista. Tornar líderes mais responsáveis pelas pessoas lideradas é essencial para construir uma rede de responsabilidades recíprocas.

Para empresas tradicionais, o caminho para a auto-organização é árduo, mas as experiências de empresas como Morning Star e W. L. Gore, supõe que a jornada é recompensante. No final, você chegará a uma empresa que é altamente eficiente e profundamente humanizada.

Obrigado.

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Sobre Victor Hugo

Desenvolvedor há 11 anos, Harcore Gamer aficionado, escalador e mais recentemente: empreendedor. Trabalhando com métodos ágeis desde 2003, já viu várias empresas falirem. Depois de inúmeras tentativas "in company" de mudança cultural, cansou de trabalhar para os outros e decidiu o óbvio: fazer a própria empresa dar certo. Assim nasceu a Lambda3, empresa multidisciplinar que atualmente possui projetos Ágeis de diversos tamanhos entregando valor de negócio com inovação e muito bom humor. Victor também é maluco o bastante para acreditar que é possível um mundo sem gerentes.
  • http://www.facebook.com/nicolas.iensen Nícolas Iensen

    “Not surprisingly, most managers believe you can’t manage without managers. This isthe mother of all management orthodoxies.” by Gary Hamel

    Link para trechos do livro The Future of Management: http://www.garyhamel.com/doc/future_of_management.pdf

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Muito bacana Nícolas! Mas eu estou mais para o “The End of Management” (http://www.amazon.com/End-Management-Rise-Organizational-Democracy/dp/078795912X) que para seu futuro… aproveitando a piada infame :D

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Victor, matou a pau. Vamos seguir no assunto que tem ainda muito pra contar. Quem sabe um só com casos brasileiros? Tem história  aí!

  • http://www.facebook.com/people/Leandro-Vasco-da-Rocha/1186163000 Leandro Vasco da Rocha

    Um referencia bacana de como caminha as empresas e quais tipos de empresas irão morrer se não mudarem pensamento e comportamento, deixando de lado hierárquias burocráticas:

    http://www.slideshare.net/augustodefranco/vida-e-morte-das-empresas-na-sociedade-em-rede

  • Otavio Macedo

    “peça a todos de seu time que escrevam uma missão pessoal.”

    Meu palpite é que a missão pessoal da maioria é justamente fazer o que quer que o gerente diga, do modo mais eficiente possível.

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Acho importante! só nao quero parecer piegas ao falar da Semco… e nem parcial ao falar da Lambda (temos muito q melhorar)

    Da pra escrever um case sobre a Way2 :D

  • Rafajagua

    Fala Victor. Belo post cara. Mais embasado e menos radical. A questão que ponho é a figura do Gerente. Óbivo que a palavra deriva de Gerência que tem sua etmologia bem explicada por você. Mas em alguns casos, eu vejo a “evolução” do papel de “Gerente”. Vejo que Gerentes mais modernos não exercem mais o Controle, são mais facilitadores. Porém utilizasse o nome do cargo “Gerente” por modus operandi…

    Em grande estruturas, é possível sim não ter gerente, com isso eu concordo. Mas digo também que ter alguém que me auxilie na Facilitação de algumas questões, ajuda. Gosto muito do que o Jurgen Appelo vem descrevendo com o Management 3.0.

    Não se trata de uma falsa cultura escravocrata, mas sim de cuidar de pessoas, auxilia-las com as metas, motivação e etc.

    É como eu coloquei no post do Giovanni. Acho que o principal problema é a Hierarquia/Burocrica que causam o comando controle.

    Não é o gerente, pode ser o líder, chefe, encarregado, responsável e etc. Este cargos são apenas representação do modelo mental que opera na empresa.

    []s.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Rafael, é como eu falei antes: é uma questão de poder. Se o gerente/lider/chefe tiver poder sobre os funcionários, então temos uma relação descendente da escravidão. Simples assim. Se não temos, então pouco importa o nome, gerente, supervisor, o que for.

  • http://www.facebook.com/rgidra Rodrigo Gidra

    Tem uns videos de lectures que o Ricardo Semler deu na MIT Sloan School of Management que valem a pena dar uma olhada… http://mitworld.mit.edu/video/308 http://mitworld.mit.edu/video/302 Leading by Omission é meu preferido.

  • Rafajagua

    Estamos de acordo então.

    Nem todo “gerente” ou estrutura que o tenha é burocrática/escravocrata, pois deve-se observar a questão do Poder e Comando Controle, quanto nem toda estrutura que não tem gerentes não significa a descentralização de poder, de modo cooperante, unissóno e meritocrático. :D

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Ae! Chegamos lá. :) De fato comunicação escrita é incompleta, pelo que já conversamos pessoalmente antes eu sabia que as opiniões batiam, era só um problema de comunicar melhor.

  • Alexandre Magno

    Fala Victor. Seu post é bem interessante, mas…eu não acredito que o papel de gerente deva – necessariamente – sumir, acho apenas que a figura da gestão mudou, ou melhor, precisa mudar. Veja, mesmo na considerada empresa mais democrática do mundo, a brasileira SEMCO, há a figura dos gerentes…mas são os times que os contratam, os escolhem. Faz sentido para eles, ótimo! Assim como você citou o caso da Morning Star que funciona muito bem sem gerentes, poderíamos também citar empresa ótimas, com excelentes números, cultura e ambiente de trabalho, que possuem gerentes…numa nova roupagem, lógico, mas eles estão lá. Basicamente minha mensagem é: novos gerentes devem esquecer a idéia de gerenciar pessoas…e devem aprender a gerenciar sistemas, “apenas” isso. Uma mudança difícil, mas com impactos radicais. Restrições são necessárias em sistemas complexos – se não estes se tornam caóticos – e é aí onde entra a figura dos “novos” gerentes. 

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Magno, você acha que estas pessoas deveriam manter o poder sobre os gerenciados? As decisões podem ser tomada a despeito do que as pessoas que estão abaixo pensam, ou mesmo sem serem consultadas? Se não, acredito que só o que sobra é o título de gerente, certo? Porque de fato, não são gerentes, conforme entendemos.

  • Tenorio Duque

    Bacana Victor, explanou sobre o tema de maneira comedida e embasada. Parabéns! (quanta diferença do outro post “polêmico”)

    Abs!

  • Alexandre Magno

    Bom, deixa eu começar falando que pra mim poder não é algo binário. E eles não estão acima ou abaixo, mas sim dentro do sistema, ou fora deste (no ambiente). Mas, voltando ao foco, não, eu não acho que o “novo” gerente tenha poder sobre as pessoas…mas o gerente não fica apenas no nome, pois eles gerenciam o sistema.
    Tenho certeza que nós pensamos basicamente as mesmas coisas…eu concordo com você(s) que de pessoas não precisam mais serem gerenciadas (acho que esse é o ponto), mas adiciono que o sistema (comumente complexo no novo mercado) que eles passam a fazer parte precisa sim de gestão. E é aí que entra o novo gerente.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Concordo.
    E acho que pensamos da mesma forma mesmo. O que faz sentido. :)

  • Rafajagua

    é isso ae :D

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Tenorio, mas isso não quer dizer que eu não concorde totalmente com os argumentos do Giovanni no outro post (alias, pelo contrário)… :D

    Obrigado e comente mais!

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Grande Magno, obrigado por participar da discussão.
    Sei que essa referencia ao gerenciamento do sistema e nao das pessoas é fortemente influenciada pela visão de Management 3.0 (que alias, preciso terminar de ler o livro)

    Mas vejo um problema quando retiramos o fator humano do processo de gerencia: continuamos acreditando que as pessoas  afetadas por nossas ações tem menos importância…

    Ainda preciso pensar mais a respeito até ter uma posição, mas acredito que até terminar o livro consigo (lá pra 2013 no ritmo que as coisas andam aki na lambda)

    Alias, vc ainda nos deve uma visita… furou a ultima!

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Nota: quero realmente elevar o nível da discussão e parar com a babozeira de “ah, mas isso nao funciona”, “ah, mas deus quis assim”, “ah mas vc eh mais bobo” e coisas do genero…

    Sim, é possível não termos gerentes nas empresas, “get over it” e vamos pro que realmente interessa :)

  • Alexandre Magno

    Oi Victor, na verdade não é apenas uma influência do Management 3.0…mas da teoria de sistemas complexos como um todo. Mas veja, talvez eu tenha me expressado mal, a idéia não é tirar/esquecer o fator humano na gestão, pois para gerenciar um sistema composto de agentes (humanos) um gerente precisa entender e lidar muito bem com isto. 

    A colocação foi mais no ponto que o Giovanni tinha proposto de Gerente A gerencia pessoas B, C, D, E. No meu ponto, o gerente A gerencia X que é o sistema onde B, C, D, E trabalham. Mas para garantir que este sistema não caia na falácia da linearidade…e nem no caos; ele precisa trabalhar com as restrições do ambiente, e para isso precisa trabalhar – dentre outras coisas – com os fatores humanos (ufa…rs). 

  • Tenorio Duque

    Perfect!

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    Gostei muito do “roadmap para atingir a auto organização”. Como bom roadmap, ataca o mais crítico primeiro. A missão pessoal em relação à missão da organização.

    Defendo que anúncios de emprego deveriam descrever claramente a REAL missão e visão da organização contratante e que a maior parte da entrevista de emprego tivesse foco nisso.

    O gerente é uma forma de compensar as diferenças entre a visão pessoal e a visão organizacional. O gerente não é a cura, é apenas um anestésico e quando você não trata a causa, efeitos colaterais (responsáveis por todo esse ódio) aparecem.

    Perguntar qual é a missão pessoal de cada pessoa e compará-la à missão REAL da organização vai revelar discrepâncias ENORMES. É como tirar o véu e sair do faz de conta.

    Claro que a relação não é binária, não é algo como “concordo plenamente” e “discordo plenamente” da missão. No meu caso atual, posso dizer que concordo 65% com a missão da organização na qual trabalho. Como engulo os outros 35%? Meu gerente adapta a missão para algo mais tragável para mim e é claro, me pagam bem ($$$).

    Isso lembra a relação capital/trabalho explicada pelo Elemar no seu blog (http://elemarjr.net/2011/12/06/fire-all-the-bad-managers/).

    Gerentes podem servir também para criar bolhas temporárias de proteção criando missões específicas e isoladas com as quais seus gerenciados concordam, como um gerente de fábrica de software que luta pelos valores ágeis dentro da sua operação mesmo quando todo o modelo ao seu redor leva para outro lado. Isso irrita a gastrite que é uma beleza e uma hora tudo simplesmente desmorona.

    Seguir o caminho rumo à auto organização implica muita dor, demissões, revoltas e cataclismas, até que você tenha apenas quem realmente está no barco junto com você.

    Todavia, vale a reflexão de que se somarmos o esforço (e o dinheiro) investido no anestésico (os gerentes) ao dinheiro pago para compensar as porcentagens de discordância entre as missões pessoais e da organização, podemos chegar a uma cifra razoável que justifique a mudança.

  • http://twitter.com/vinicius_hana Vinícius Hana

    Ainda existirão pessoas que darão preferência a ambientes que tenham um gerente com poder. Auto-gestão não é algo que serve para todos, isso é negar a individualidade de cada um.
    Alguns dependem de uma figura de autoridade para fazer algo – por insegurança, imaturidade, e nada disso deve ser considerado pejorativo pois são apenas facetas de um indivíduo.

    Todavia, a tendência é que nossa geração assuma maior relevância econômica e as gerações que nos precedem se aposentem e percam essa relevância, fazendo com que o modelo do gerente ‘poderoso’ possa perder adoção.
    Ainda assim, esse movimento será lento – em situações de estresse, o ser humano prefere modelos que conhece e que (acredita) funcionar; isso dará sobrevida ao modelo anterior (que nunca deixará de existir).

  • Elemar JR

    Li e reli os posts que vocês publicaram. Mas, de forma alguma consigo responder algumas dúvidas. Afinal, o que vocês definem como “gerente”?

    Reparem que a definição que propus nos meus posts não ofende de forma alguma as práticas indicadas nos textos de vocês. Pelo contrário. Para mim, gestão eficiente é naturalmente situacional (Blanchard). Logo, compatível com o que vocês indicam.

    O roadmap indicado no texto implica, naturalmente, em alguma coordenação. Como chamam esse “líder coordenador”?

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Elemar, o nome é o que menos importa. Mas eu acho ruim chamar de gerente, porque teríamos nomes iguais para coisas muito diferentes. Assim, quando eu falar “gerente”, as pessoas vão entender coisas diferentes.
    Além disso, trabalho de coordenação é simplesmente mais um trabalho, sem nada mais especial. Não ganha mais, não é mais importante, não tem mais destaque, não manda. Isso também costuma encontrar diferenças em empresas tradicionais.

  • Elemar Jr

    Entendo o que você quer dizer. Mas gerente, ou “manager”, está associado a gestão. Só isso! Aliás, esse “só″ pode disfarçar um fato importante: gestão implica em um conjunto de competências particular. Todo o resto que você menciona está associado a má gestão.

    Todo time “grande”, seja em tamanho ou complexidade, carece de uma “coordenação”. Veja o exemplo de uma orquestra, seria possível sem um maestro? Talvez sim. Mas, temo que não. O maestro é mais importante que o solista? Talvez não também.

    Como vocês disseram, “ganhar mais” está associado a raridade, não a hierarquia. O mercado paga, efetivamente, assim. Não é? (estou assumindo claramente que o “corpo técnico”

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Olha, a disputa de raridade está boa, entre bons gerentes e bons desenvolvedores. :)
    O Magno colocou um ponto de vista interessante, ele falou que o gerente gerencia o sistema. O Scrum diz também que o Scrum Master é uma posição de gestão porque ele gerencia o processo do Scrum. Mas note que Scrum Master é diferente de gerente, tem outro nome. E também maestro. Será que não podemos ter um nome assim para TI? Qual seria mais adequado? Gosto muito da sua definição do arquiteto: é o cara que define a estratégia do ponto de vista técnico. Melhor que gerente técnico, por exemplo. E o cara que ajuda na interação entre as pessoas, como chamaria? No Scrum chamamos de Scrum Master. Por aí chamam de coach, facilitador, e por aí vai.
    Só de mudar o nome já muda muito. É a mesma história, sabe, do TDD e BDD? Só de tirar o nome “Test” do processo e o pessoal já começa a enxergar diferente?
    Em geral, entendo que as pessoas não querem perder o título de gerente porque ele é difícil de conseguir, dá status, e numa mudança pra outra empresa, ajudaria no salário. As pessoas tem medo, e medo não é um bom drive pra nada.

  • Elemar Jr

    Certo. Mas o problema não está, necessariamente, no nome do cargo. Estaria o termo gerente tão “contaminado” que não pode ser aproveitado? Dar um nome diferente não um implica absolutamente em uma conduta diferente. Ou implica?

    A necessidade de gestão precede a qualquer cargo. Naturalmente, práticas, dogmas e ritos evoluem. Penso que esse seja justamente o caso da gestão e, em consequência, dos gerentes.

    A gestão moderna, em empresas que competem por diferenciação, fundamentadas em conhecimento é naturalmente mais “colaboraria”. Evolução, não mais que isso. Não é?

  • Elemar Jr

    *colaborativa (maldito iPad)

  • http://twitter.com/rodrigoy Rodrigo Yoshima

    “Não se constroi algo melhor apenas iterando pequenas mudanças sobre conceitos errados.”
    Kaizen então é furada? Alguma revolução funcionou? Entre o Lou Gerstner e a Carly Fiorina qual vocês preferem?

    Eu acho possível e viável uma empresa ter menos hierarquias, menos comando e controle, serem auto-organizadas e com melhores condições sociais. Não me lembro de nenhuma que consegui isso através de Kaikaku. O melhor exemplo é a Toyota que conseguiu isso através de Kaizen (demorou 20 anos). Gostei muito do que o Magno postou aqui. Se gerentes são ruins, um movimento de tirá-los pode criar um sistema até pior que o anterior. Dizer que os gerentes são o problema é uma simplificação ingênua e perigosa.

    Os gerentes hoje estão lá, o comando e controle está lá nas nossas empresas de TI brasileira. Há muita resistência emocional aos cargos, salários, bonus e discutir que isso é errado é bem pouco produtivo. Já passei por essa fase e agora não me prendo em idealismos. Hoje, me interessa mais discussões de como melhorar isso.

    Eu teria a humildade te conseguir transacionar uma grande empresa para um ambiente como o da Morning Star CO antes de recomendar demitir todos os gerentes. Até porque, esse artigo da HBR é só um artigo de reflexão. Leiam como ele termina.Passamos da geração X, Y, Z e sempre temos esse tipo de discussão onde a próxima geração questiona o modo de ser (e gerenciar) da geração anterior. Vocês conseguem imaginar que em 10 anos vamos lidar com a geração XY (que promete ser extremamente individual) e ver um blogue “Eu quero meu gerente!” falando que temos que acabar com a auto-organização?

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Dar um nome diferente não implica em conduta diferente obrigatoriamente. Está cheio de empresas que agora chamam os funcionários de “colaborador” e não mudaram absolutamente mais nada. As pessoas percebem, e o termo às vezes vira até piada.
    Ainda assim, em uma empresa que busca colaboração, eu deixaria o termo “gerente” ou “diretor” de lado. Acho que está sim contaminado demais.
    Além disso, estamos falando de bichos totalmente diferentes. Porque eu vou chamar um líder democrático de gerente, se não é isso que ele é? Ele não herda do capataz, porque eu utilizaria um termo que indica isso. Não acho que seja evolução, na prática estamos matando a figura milenar do capataz, e utilizando outra totalmente diferente.

  • Elemar Jr

    Penso que estejamos, mais uma vez, ignorando o contexto histórico.

    No passado, a relação entre quem financiava os empreendimentos (o capital) e quem executava (o trabalho) era de escravidão. Logo, é natural que o “equilíbrio” fosse feito por um capataz.

    Consideremos por um instante a filosofia. Aristoteles considerava a mulher um ser inferior. Escreveu abertamente sobre isso. Entretanto, o termo filósofo não ficou contaminado. Ou ficou? Se o filósofo não pode ser acusado de sexista, pedófilo e homossexual (como os gregos aparentemente eram), por que acusamos o gerente de “capataz”?!

    A moderna gestão é, fundamentalmente, colaborativa. Precisa ser. Ainda assim, é gestão. Por mais que seja democrática, precisa estar apoiada em uma direção consistente. Não? Há a necessidade do principio empreendedor. Certo?

    Continuo pensando que seria mais apropriado defender o fim do “comando e controle”. Embora ele continue necessário em certos cenários.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Eu realmente não entendo como sendo uma evolução, Elemar. Acho que o papel de gestão ficou distribuído, muitas das tarefas que eram do gerente tradicional foram parar nas mãos dos gerenciados. Mas não chamamos eles de gerentes, chamamos? Se você chamar o antigo gerente tradicional de gerente porque mantem algumas atribuições, então deve chamar também os gerenciados de gerentes, porque também gerenciam e mantem atribuições que eram do antigo gerente.
    E como eu disse, acho que o termo está comprometido, sim.
    Podemos defender o fim do comando e controle e do gerente. Não precisa ser uma opção, precisa?

  • http://twitter.com/paulociecomp Paulo Moura

    Sou do time que é contra essa história de gerentes. Acredito que se um time precisa de liderança, líderes irão emergir. Se estamos em busca de mudanças organizacionais, o termo “gerente” deve sumir.

  • Elemar Jr

    É exatamente essa distribuição de responsabilidades que caracteriza a gestão colaborativa.

    Assim como em arquitetura de software, percebo o gerente moderno como um consolidador. Ainda assim, existe uma “figura” com essa atribuição. Além disso, essa posição implica em competências adequadas e *diferenciadas*. Concordamos nisso? Em caso positivo, limitamos nossa discussão ao nome desse cargo. Isso? Qual deveria ser esse nome?

  • Elemar Jr

    Qual sua opinião sobre a posição do Bernardinho na seleção brasileira de vôlei?

    Considere: 1) ele não emergiu (foi contratado para o cargo); 2) embora tenha uma seleção de craques, trabalha com muito “comando e controle”, incluso intimidação pública; 3) afastou quem contestou seu comando; 4) favoreceu o filho (claramente)

    De qualquer forma, os números demonstram que é eficaz e todo mundo quer jogar com ele… O mesmo poderia ser dito do Jobs..

    Apenas uma provocação.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Não acho que a figura é necessária em todos os contextos. Em alguns contextos ela é dispensável, em um time que mantem um alto grau de comunicação, por exemplo, ou um time ágil com bastante experiência, talvez não precise de um consolidador.
    Em outros contextos talvez você encontre mais do que um consolidador, onde eles abordam aspectos diferentes. Um pode ser muito bom para ajudar o time com coaching, o outro pode ser melhor para mediar o contato com o resto da empresa.
    De qualquer forma, havendo a atribuição, ela é natural e orgânica. O time percebe, por exemplo, que sente falta de um mediador para tratar com o resto da empresa, e movimenta alguém de outra estrutura para ajudar nessa tarefa. É como no caso de um time que sente falta de um bom designer de dados, e contrata um. É só mais uma posição que vai ajudar no projeto, só isso.
    E por isso não posso dar nome ao cargo, já que não acredito no gerente único, no líder único.

  • Elemar Jr

    Certo. Entendi. E como fica a relação com o “capital” (investidores, sócios, fundos de investimento) assumindo que ela exista? Como fica o alinhamento com a estratégia? Como fica a definição de salários? (Por favor, considere uma empresa de TI com mais de 200 profissionais ao todo)

    Independente das suas respostas, elas seriam viáveis para aplicação parcial? Ou seja, alguns times, sim, outros não? Como ficaria a relação com funções não baseadas em conhecimento (limpeza, recepção, segurança)?

  • Breno

    Tanto Jobs quanto Bernardinho, ao meu ver, trabalham em um modelo que inspira as pessoas. Aquelas que sao inspiradas pelas suas palavras e ações, e que acreditam nelas, trabalham com elas, apesar das praticas não tão convenientes a maioria. Procure ler o “Start with Why” do Simon Sinek que vc irá entender melhor.

  • Elemar Jr

    Conheço o livro. Já o li. De qualquer forma, o fato de serem inspiradores não lhes abona o fato de serem “gerentes” com “comando e controle”.

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Vinicius, eh um problema também começar com a premissa de que “isso aqui não eh pra todos” – principalmente pq isso sempre será tendencioso ao status-quo, que estamos tentando mudar um pouco aqui.

    O mais impressionante, é que quando é dada às pessoas a capacidade de participar de um modelo mais aberto, menos hierarquicos, muitos não conseguem mais se estabelecer num ambiente tradicional novamente. É um processo parecido àquele que se tem quando iniciamos os trabalhos com desenvolvimento ágil – ainda que algumas pessoas não se adaptem, elas precisam estar numa equipe ágil para isso.

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Só não entendo a que ponto que o sucesso da equipe do bernadinho não é danoso aos atletas. Sabe akela histório de “o projeto foi entregue no prazo e no escopo” – mas a equipe passou os ultimos dois meses sem dormir? Isso passa sobre a nossa perceção de sucesso/inspiração tb… 

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Elemar, vc hoje contrata uma faxineira para trabalhar na sua casa e nem por isso é gerente dela. Não vejo diferença na relação de trabalho.

    Criar celulas democráticas pra mim soa como otimização locais, e normalmente gera conflitos (todo o restante do ambiente lutando para não perder status, prestígio)

  • http://www.facebook.com/micajeho Miguel Carlos Honório

    Eu posso falar que já vivi uma experiência onde uma equipe se tornou um time de fato e “demitiu” o seu gerente, depois de perceber que figura do tal capataz não servia para nada, nem para pegar uma vassoura e varrer o chão da empresa.

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi

    Nem todos gostam de cuidar da estratégia. As pessoas que gostam cuidariam disso. Com liberdade, cada um atua onde mais gosta, onde é melhor, ou onde é mais necessário pra empresa, através de acordos.

    Gosto da política de salários baseada em valor: quanto de valor você traz para a empresa? Sabendo disso, cada funcionário pode encontrar seu salário, e também sabe quanto vale a pena pagar para seus colegas. Temos vários casos onde empresas democráticas aplicam alguma regra parecida com essa e funciona bem.

    Aplicação parcial é possível desde que bem coordenada. O que acaba acontecendo é que a parte que não é democrática acaba ficando com vontade de estar na democrática, e pode ficar complicado gerenciar as espectativas que surgem. Além disso, as pessoas tem que ficar alertas com eventuais tentativas de sabotagem, porque tal transição vai incomodar algumas pessoas mais poderosas.

    Qualquer cargo pode participar disso, inclusive os que exigem menos qualificação. Nesse caso, se a pessoa se envolve menos, sabe menos, ela acaba tendo menos liberdade. Mas isso vale pra tudo na vida, não é?

  • http://www.facebook.com/kerber.com.br Claudio Kerber

    O Bernardinho era desenvolvedor (jogador) antes de ser técnico. Dá para dizer que ele emergiu como líder.

  • http://twitter.com/lgfnogueira Gustavo Nogueira

    Elemar, o modelo gerente/comando/controle está defasado, o que não quer dizer que não produza resultados. O fato de Bernardinho usá-lo com sucesso, não quer dizer que seja a melhor forma para alcançar o resultado. Se a discussão fosse sobre um modelo que não produz um só caso de sucesso, aí eu diria que a discussão seria completamente sem sentido!

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    Pouco produtivo pra quem? pra voce que está vendendo consultoria?
    Ta longe de ser a intenção desses posts… apesar de que sim, seria talvez uma ótima oportunidade de negócio levar a discussão para um treinamento a respeito. E btw, tá sendo bastante produtivo isso tudo no meu ver (já está nos fazendo rever algumas coisas que fazemos internamente como empresa)

    Talvez o seu papel como consultor seja exatamente esse: identificar e facilitar a transição. Gerentes estão lá, mas não precisam estar, e podem ser direcionados a atividades diferentes. Quando vc fala Kaizen, kaikaku, etc – sao termos que já possuem um significado único, carregado de história e semantica por trás. Estou propondo o mesmo.

    Sim, revoluções funcionaram, ou não estaríamos hoje elegendo nossos governantes. E ainda acreditamos que dentro de empresas isso não funcionaria.

    Yoshima, eliminar gerentes não é a única opção, mas já está na hora de considerará-la como uma opção, e essa é a graça desta nossa geração.

  • Tenorio Duque

    Perfect bonus!

  • Tenorio Duque

    Perfect bonus, again. Ótimas colocações. 

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    Quase todos os “gerentes” já foram desenvolvedores (alguns, muito ruins [mas foram]).

    Quando falei “emergir”, me referia a “ser escolhido pelo grupo”.

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    Perfeito. Mas, perceba: sou auto gerenciado há alguns anos. Nem por isso, deixei de me preocupar e, em consequencia disso, entregar mais. Aliás, acho que durmo menos agora.

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    Entendi o seu argumento. Concordo com você.

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    Minha “faxineira” é um “agente externo” contratado. Por outro lado, a secretária da minha mãe é contratada. Logo, minha mãe é gerente.

  • http://twitter.com/elemarjr Elemar Júnior

    Acho que seria interessante vocês fazerem um post explicando mais sobre gestão democrática. O que acham?

  • http://twitter.com/vinicius_hana Vinícius Hana

    Victor, não foi minha intenção abrir margem pra justificar o status-quo. Acho que não me expressei bem.

    A questão que eu quis abordar é que sim, essa mudança vale a pena, eu apoio, contudo jamais será “completa” por justamente não servir a todos os ambientes. Conheci pessoas que, quando inseridas em um modelo de gestão menos hierarquico, perderam o norte e não o encontraram mais – acredito que só tenham encontrado ao retornar para o modelo que conhecem. Mas fato: para as pessoas cujo self cumpre os ‘requisitos’, um modelo menos hierarquico tende a ser incrível. Aumenta vertiginosamente a satisfação e qualidade do trabalho, eu posso me considerar exemplo disso. Enfim, vai muito da personalidade, da maturidade, da bagagem que cada um traz consigo – o que não é justificativa para investirmos em modelos menos hierarquicos.

  • http://profiles.google.com/victorhg Victor Hugo Germano

    #vaiRolar

  • http://blog.lambda3.com.br/2011/12/a-palavra-gerente/ A palavra “gerente” | Blog Lambda3

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  • Júlio Caldas

    Giovanni,parabens pela série de posts.Conforme HBR, post “First, Let’s Fire All the Managers”, uma pequena empresa com 10 pessoas tem 1 gerente. Uma empresa com 100.000 terá 11.111, isto porque 1111 gerentes de gerentes será necessário!Esta matemática leva a concluir que 33% da folha são para gerenciamento. O post apresenta vários outros problemas resultantes. vale a pena ler.http://hbr.org/2011/12/first-lets-fire-all-the-managers

  • http://www.facebook.com/feroult Fernando Ultremare

    Muito boa toda essa discussão sobre gerentes e gerenciados, parabéns a todos. Vou tentar deixar alguma contribuição para o tema, que já foi muito bem explorado, destaco a visão do Rodrigo Yoshima, Elemar Jr e Alexandre Magno.

    Sobre a palavra “gerente”, tirando pelos próprios comentários ao post do Victor, nota-se que muitos a utilizam para designar coisas completamente diferentes em contextos também muito diferentes. Suponto que fosse a questão de encontrarmos um novo nome e que todos combinassem utilizá-lo daqui para frente, acredito que o problema anterior continuaria. Muitos iriam utilizá-lo diferente em diferentes situações. Hoje penso que essa seja uma questão de segunda ordem. 

    Concordo bastante com a visão do Alexandre Magno de que o sistema precisa ser gerenciado. E isso é especialmente válido em sistemas complexos, como projetos de TI. Mas quem deve fazer isso seria a questão mais importante? Acredito que o foco deva estar muito menos em quem fazer e muito mais sobre o que deve ser feito. 

    Costumo utilizar “gerente”, quando quero deixar clara a responsabilidade de se gerenciar o sistema. Na minha opinião, as aspas cabem muito bem, uma vez que dizer-se capaz de gerenciar algo tão caótico seja praticamente uma arrogância.

    O fato é que o gerente tradicional é menos competitivo que essa nova forma de gerenciamento. E isso não é uma questão de gosto ou não. Quando algo é menos competitivo, demore o tempo que demorar, as engrenagens da economia irão cuidar para que o que for mais competitivo prevaleça. Esse post do Victor é muito provavelmente uma sintoma dessa pressão por mudança.

    Sim, talvez o “gerente” seja apenas um animal de transição nesse processo de seleção natural.

  • http://www.crafters.com.br Felipe Rodrigues

    E aí brother…

    Antes de mais nada. Parabéns pelo post. Muito bem escrito e com referencias muito relevantes.

    Agora minha humilde opinião. Você conhece muito bem o que eu penso sobre gerenciamento e sabe qual o ideal de empresa que acredito. No entanto, ultimamente tenho questionado muito se devemos batalhar contra os gerentes ou contra os profissionais ruins.

    Nós dois já trabalhamos juntos em cases em que a atuação dos gerentes foi fundamental para o sucesso do projeto, lembra? Também já trabalhamos em projetos em qua precisávamos contornar a atuação dos gerentes.

    A questão deve ser de conscientização e não de banimento. Fazendo uma analogia com uma campanha por “água para todos”. Dizer “Gastar água é ruim, logo vamos parar de tomar banho!” me soa muito insensato. No entanto dizer, “Toque no seco.” (http://www.youtube.com/watch?v=Olrf5IVg9VQ&feature=player_embedded ) me parece atacar exatamente um dos problemas do desperdício de água, além de contribuir para uma educação mais adequada.

    Enfim, não concordo nem discordo do que foi dito. Muito pelo contrário! :P

  • http://blog.lambda3.com.br/L3/giovannibassi/ Giovanni Bassi
  • http://www.adaptworks.com.br/blog/2012/01/11/o-dilema-do-scrummaster/ Blog AdaptWorks » Blog Archive » O Dilema do ScrumMaster

    [...] [...]

  • http://twitter.com/andrefaria andrefaria

    Esse artigo do Jurgen, mostra bem a visão do Management 3.0 sobre o assunto, acho que pode ajudar: http://www.noop.nl/2010/05/the-nonsense-of-leadership-princes-and-priests.html

  • Anônimo

    Então, a ideia é que a gerencia vai continuar existindo. Porém, ao invés de termos a gerencia centralizada em um ponto (gerente) teremos a gerencia distribuida entre todos os envolvidos.

    Mas de qualquer forma gostei da piada infame :D